Daniel acusa PMJP de depositar dinheiro em conta de falecido; Urquiza nega.

O empresário Daniel Gonçalves, que ficou conhecido por denunciar à revista Época um suposto desvio de verbas em licitação da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) para a compra de livros didáticos, surgiu com novas revelações bombásticas sobre o caso na manhã desta quinta-feira, 15, durante audiência pública na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

Daniel Gonçalves revelou que a PMJP depositou o dinheiro que serviria para o pagamento dos livros na conta bancária de uma pessoa falecida desde o ano de 2008, em Santa Luzia. O nome do “suposto beneficiado” seria Wallace de Medeiros Nóbrega, conhecido na cidade como “Lolinha”. Segundo Daniel, Wallace morreu em um acidente de automóvel em 28 de dezembro de 2008, mas sua conta continua ativa e teria recebido um deposito da Prefeitura.

Além de Daniel, estiveram presentes ao plenário os secretários municipais Alexandre Urquiza (Transparência Pública) e Coriolano Coutinho (Emlur); o procurador Geral do Município, Waldalberto de Carvalho, e o presidente Estadual do PSB, Edvaldo Rosas, que é parte citada no caso.

Alexandre Urquiza disse que a Prefeitura Municipal de João Pessoa não é parte envolvida neste processo e que o problema ocorreu apenas entre Daniel Gonçalves e o seu sócio Pietro Harley. Segundo o Urquiza, o pagamento dos livros foi executado normalmente, sem qualquer indicio de desvio.

Já Edvaldo Rosas, que na época era secretário municipal na gestão do ex-prefeito e atual governador Ricardo Coutinho (PSB), comentou que sequer conhecia o empresário Daniel. “Vim a esta audiência para conhecê-lo, escutá-lo e processá-lo”, disse.

Pietro Harley ocupou a tribuna e reafirmou que é sócio de Daniel, que a procuração que tem é legal e verdadeira e chegou a pedir que fosse feito um exame grafotécnico para verificar a veracidade da assinatura de Daniel na procuração.

Antes o procurador geral do município, Vandalberto de Carvalho, também reafirmou que todo processo foi legal e desde o inicio Pietro foi o representante legal da empresa de Daniel na licitação.

O vereador Tavinho Santos (PTB) disse que nada foi esclarecido durante a audiência e que saiu com mais dúvidas do que quando entrou. “Apenas ouvi aqui discursos bonitos, mas que não explicaram nada”, disse ele pedindo que a Secretaria de Educação envia uma lista contendo as escolas que receberam os livros. Tavinho perguntou também onde foi parar o dinheiro pago a Pietro.

Sobre a nova acusação de Daniel, o secretário de Transparência, Alexandre Urquiza, negou mais uma vez e disse que o empresário apenas joga palavras ao vento. “Ele faz uma brincadeira com números. Ele insiste em dizer que a Prefeitura tem uma conta em Santa Lucia e o Banco diz que não tem. Ora eu vou acreditar na palavra dele ou no documento do Banco do Brasil?. Ele pega um determinado número que tá lá na documentação e diz que é da conta de uma pessoa que faleceu”, questionou.

Ele afirmou que a Prefeitura pagou com um cheque daqui de João Pessoa, com uma conta daqui de João Pessoa a uma pessoa que estava habilitado no processo.

Veja Fotos:

Local da morte de Wallace.

Comprovante de deposito em nome de Wallace, cuja número da conta consta no processo. Daniel afirma que Wallace está morto desde 2008 (Crédito: WSCOM)

Documento com número de agência e conta (Crédito: WSCOM).

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