Alunos e educadores se revoltam com fechamento de duas escolas estaduais em PatosAlunos e educadores se revoltam com fechamento de duas escolas estaduais em Patos.

A comunidade acadêmica de Patos se mostrou totalmente revoltada com o anúncio do Governo do Estado, através da 6ª Região de Ensino de Patos, dando conta do fechamento de pelo menos duas escolas estaduais, Dom Fernando Gomes e Alexandrino Rodrigues em Patos.

Todos foram pegos de surpresa em reunião promovida na tarde desta segunda-feira, 26, na sede da Escola Estadual de Ensino Fundamental Alexandrino Rodrigues, no bairro Santo Antônio.

O anuncio foi feito pelo diretor da 6ª Gerência Regional de Ensino, Kácio Rogério der Araújo. Segundo o diretor da regional, a decisão cumpre uma determinação da Secretaria de Educação do Estado, devido a problemas na estrutura educacional motivados pela diminuição do alunado da referida instituição.

De acordo com Vanda Rodrigues da Silva, diretora daquela unidade escolar, a decisão da Secretaria de Educação revoltou a comunidade escolar formada por cerca de 385 alunos. A escola funciona com aproximadamente 40 profissionais, somando funcionários efetivos e prestadores de serviço.

Segundo a diretora, a decisão do Governo do Estado vem a desconsiderar uma história de 65 anos de atuação na rua Capitão Crisante e a comunidade do Santo Antônio, deixando estudantes vinculados a famílias carentes do bairro, sem a sua principal referência educacional.

A diretora informou que se confirmado o fechamento, o quadro de pessoal efetivo e os alunos da escola deverão ser aproveitados na Escola Estadual Coriolano de Medeiros e nas demais unidades da Rede Estadual.

Outro grande problema, segundo ela, é a demissão indiscriminada que pode acontecer no quadro de prestadores de serviço por conta da decisão. “Eu disse ao diretor que nós não vamos aceitar essa decisão e estamos dispostos a ir até as últimas conseqüências para que o governo possa rever esse absurdo que está fazendo. Se for necessário, vamos mobilizar a comunidade, políticos, ou quem quer que seja”, protestou a diretora.

Kácio alegou que a Escola é inviável o seu funcionamento. Como argumento, ele disse que o número de alunos e insuficiente para que a escola esteja aberta. Ele ainda disse que o banheiro é junto da cozinha o que torna ainda mais inaceitável esta situação.

Ele disse que esta é a melhor medida e é determinação do governador Ricardo Coutinho. Ele disse que os alunos e profissionais serão remanejados para outras escolas que já estão superlotadas.

Kácio admitiu que outras escolas serão fechadas no Estado, mas em Patos apenas esta duas. Ele considera que esta medida mostra o respeito do governo para com a comunidade.

Diversas mães de alunos ocuparam o programa Cidade em Debate nesta terça para protestar e mostrar sua total indignação com a atitude tomada. Eles dizem que não tem onde colocar seus filhos, e mesmo que isto aconteça, não será numa escola próxima a sua casa, conforme determina o Ministério da Educação, dentro da política de zoneamento escolar.

Na outra escola, Dom Fernando Gomes, a situação é semelhante. Alunos, professores e direção foram pegos de surpresa e o sentimento é igual. A professora Kitéria Pereira de Arruda, que leciona na unidade há 26 anos, disse que considera uma injustiça do governo.

Ela disse que a Secretaria além de demitir os pro-tempores, ainda os obrigou a fazer uma Formação Continuada. “O diretor disse que alguns serão aproveitados, outros não. E agora estamos nesse impasse sem saber o que vai de fato acontecer a todos nós”, disse ela.

A professora garantiu que a Escola tem condições de funcionamento e é bem estruturada. “Quando se fecha uma escola, se abre 10 presídios. Se o governo é justo, use da Justiça”, disse ela.

Outra professora, Fátima Sousa, disse que chegou a se arrumar toda pensando que iria participar de uma festa. “Fui enganada. Chegamos lá e recebemos uma notícia dessa. Sou fundadora da Escola. Em 2012 faria 26 anos que estou na escola”.

Os professores suspeitam que a intenção da Secretaria de Educação do Estado é fazer da escola a sede da 6ª Região de Ensino.

Kácio disse que o fechamento faz parte do Plano Nacional de Educação e do Plano Estadual. Ele disse que a Escola Dom Fernando Gomes está com problemas seríssimos, como por exemplo, faltando matrículas, sem apresentar um bom desempenho.

Ele não soube explicar com precisão o que será feito com os alunos, e se o Estado garantirá vagas para todos os alunos. “Estava servindo apenas de cabide de emprego. A escola é geograficamente inviável”, alegou.

O diretor disse que a decisão de Ricardo é digna dos parabéns e ele está decidido a fechar as escolas.

Pais, alunos, professores e diretores afirmam que não aceitam a decisão do governo e que vão fazer todo tipo de manifestação para não permitir a decisão do governador.

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