Mesmo com graves erros, projeto de desafetação e venda seguirá para votação na Câmara de Patos.

 

 

Mais de duzentas pessoas assistiram presencialmente à sessão da Câmara Municipal de Patos na noite desta terça-feira, dia 03, e uma média de cento e cinquenta assistiram através dos sites que disponibilizaram as imagens ao vivo. O prefeito Nabor Wanderley – PMDB mobilizou várias secretarias e secretários para comparecerem a Casa Juvenal Lúcio de Sousa para acompanharem a discussão. O Deputado Federal Hugo Mota – PMDB fez parte da mesa da casa.  Através de maquetes computadorizadas, Nabor expôs o que virá a ser o moderno Centro Administrativo. Durante mais de quinze minutos foi apresentada a ideia e a necessidade de construção do novo Centro Administrativo que só, segundo ele, será construído se for aprovado o Projeto de Lei 036/2011 que autoriza a desafetação e venda do complexo que atualmente abriga o Centro Administrativo, Centro de Treinamento de professores, Tiro de Guerra 07-002 e os terrenos ao redor desses locais.

Nabor respondeu indagações feitas pelo vereador Ivanes Lacerda – PSD sobre viabilidade técnica e financeira do mega-complexo administrativo que custará cerca de cinco milhões de reais. Os cálculos dos gastos feitos para a construção do Centro Administrativo pelos técnicos da Prefeitura Municipal de Patos gerou divergências. Nabor pediu desculpas reiteradas vezes sobre a forma que o Projeto foi enviado a Câmara dos Vereadores, mas disse que esse é um sonho que se tornará realidade. O prefeito disse que a obra será realizada em oito meses.

Nenhum vereador divergiu da necessidade de construção de um novo Centro Administrativo, mas da forma que está sendo encaminhado pelo poder executivo. A desafetação e venda do quarteirão que abriga os prédios em discussão e o terreno que serão leiloados é o que está gerando a polêmica, tanto pelo valor de pouco mais de quatro milhões que foi avaliado, como pela venda em si de bens imóveis pertencentes ao povo de Patos para construção de outro.

A complicação e os erros grosseiros foram revelados pelo vereador José Mota – PMDB ao fazer uso da tribuna. José Mota demonstrou, além dos erros de português, os erros mais danosos ao Projeto de Lei. Através de pesquisa, José Mota identificou que os imóveis que serviram de base para se chegar ao preço inicial do atual complexo localizado vizinho ao Estádio Municipal José Cavalcante, Belo Horizonte, área considerada nobre da cidade de Patos, estão sendo avaliados por valores inexistentes, e o pior, alguns imóveis não foram encontrados, mapas não foram localizados, os contatos telefônicos de alguns não atendem e até foi encontrado referencias de imóveis com a Prefeitura Municipal de Jacareí – SP. Outro erro foi declarado pela norma da Associação Brasileira de NormasTécnicas – ABNT do ano de 1990 que já não está mais em vigor. Isso faz com que a avaliação seja nula.

O vereador Edileudo Lucena – PT pediu que o Projeto fosse retirado de pauta para que pudesse ser discutido com o povo de Patos. Uma série de erros dão ao projeto sérios indícios que podem anular todo o trâmite em questão na Câmara dos Vereadores sobre o Projeto de Lei 036/2011. O pedido do vereador foi ignorado.

O líder do governo na Câmara Municipal, vereador Almir Mineral – PSDB a todo o momento procurou durante a sessão chegar a um acordo para que os problemas fossem relevados.

Mesmo diante de uma série de questões que deixam dúvidas sobre o Projeto de Lei 36/2011, o mesmo seguirá para 1ª votação nesta quarta-feira, dia 04, ás 18:00 h.

Fonte Patos On-Line

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