Quando todos pensavam que não haveria mais redução na oferta de vagas para alunos da Rede Estadual de Ensino em Patos, a 6ª Gerência de Educação de Patos surpreendeu a todos mais uma vez nesta quinta-feira(05) ao comunicar o fechamento de praticamente de mais duas escolas: Premem e Normal.

As duas não fecham por completo, mas tiveram reduzido consideravelmente o número de alunos de forma assustadora. No Premem todo o Fundamental foi fechado deixando 292 alunos sem ter onde estudar, ficando apenas os dois cursos técnicos de Comércio e de Manutenção de Suporte em Informática, segundo informou a diretora da escola, Francilúcia Mamede.

Segundo ela, todos estão preocupados, pois o fechamento das vagas não é o ideal. “Nos disseram na reunião na 6ª Gerência que os alunos não seriam prejudicados e todos seriam transferidos para a Escola Estadual Rio Branco, mas já sabemos que não lá não tem vagas” afirmou ela.

Mamede ressaltou que as demais escolas são muito longe e todos os alunos vão ter muita dificuldade, já que a distância é muito grande. “Peço ao governador que repense esta posição, pois sabemos que eles não terão condições de estudar devido a vagas e locomoção que é muito difícil. Peço que reveja tudo isto. Torno pública a minha indignação”, comentou ela.

Já na Escola Normal a direção informou que 800 alunos estão sendo colocados para fora com o fechamento de vagas. Os cursos de Programa EJA(Educação de Jovens e Adultos) serão todos fechados.

A diretora Adriana Lustosa disse que o que foi alegado é que como na Escola funcionam cursos da modalidade profissionalizante, os cursos do EJA não poderiam funcionar nem de 6º ao 9º ano e Ensino Médio. Com isto, 800 alunos ficarão sem estudar.

Ela disse que funcionavam 13 turmas do EJA, à noite atendendo a 502 alunos. Os demais eram alunos do 1º ao 3º(Ensino Médio) e do 6º ao 9º ano(298 alunos). Todos foram colocados para fora. A Escola vai funcionar apenas com cursos do Pedagógico.

Ela disse que não entende até agora por que a Escola praticamente fechou já que foi alegado para o reordenamento a pouca quantidade de alunos, o que não condiz com a Escola Normal que tinham pouco mais de 1 mil alunos. “Eles alegaram que a escola não podia funcionar ensinos fundamental e médio já que só tínhamos autorização para funcionar ensino pedagógico. Mas já estamos com processo de regularização desde 2009, mas mesmo assim eles não aceitaram”, disse ela.

Adriana disse que todas estas crianças são de comunidades como Matadouro, São Sebastião, Beiral, Sete Casas, Vila Cavalcanti, entre outras, que agora não tem onde estudar.

Lustosa disse que foi orientada a transferir os alunos para as escolas Coriolando de Medeiros, Eguimar Longo e Auzanir Lacerda, que são escolas que ficam distante demais destas comunidades e que os pais terão total dificuldades para encontrar vagas e meio de transporte.

Todos os professores contratados estão demitidos, conforme foi anunciado pela Secretaria de Educação do Estado. A diretora disse que agora corre para salvar as vagas dos efetivos já que o número de oferta de trabalho diminuiu.

Com estas duas, já somam quatro o número de escolas fechadas na cidade. As outras duas foram as escolas Alexandrino Rodrigues(385 alunos) e Dom Fernando Gomes (quase 400 estudantes).

Vicente Conserva

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